O Ibovespa (195.129,25 pontos) registrou na quinta-feira (9 de abril de 2026) sua máxima histórica de fechamento, com ganho de 1,52%, impulsionado por volume de R$ 37,50 bilhões. Investidores monitoram o bloqueio persistente no Estreito de Ormuz, apesar do cessar-fogo entre EUA e Irã, que afeta o fluxo global de energia e pressiona commodities.
Desempenho do Ibovespa e Destaques de Ações
O principal índice da B3 (Bolsa de Valores brasileira) alcançou máxima intradiária de 195.513,91 pontos e mínima de 192.206,22, com avanço de 2.928,09 pontos sobre a abertura. Na semana, acumula +3,76%; em abril, +4,09%; no segundo trimestre de 2026, +4,09%; e no ano, +21,10%.
Entre as mais negociadas, PETR4 registrou 83.656 negócios e alta de 2,77%; ITUB4 teve 54.762 negócios e +1,71%; VALE3, 51.476 negócios e -1,05%; PRIO3, 50.129 negócios e +2,11%; AXIA3, 45.502 negócios e +3,81%.
| Indicador | Valor (R$ ou %) |
|---|---|
| Maiores Baixas | |
| TOTS3 | -3,20% | R$ 34,44 |
| MBRF3 | -2,83% | R$ 19,25 |
| NATU3 | -1,45% | R$ 10,20 |
| VALE3 | -1,05% | R$ 84,69 |
| BEEF3 | -0,94% | R$ 4,20 |
| Maiores Altas | |
| USIM5 | +6,08% | R$ 7,68 |
| AURE3 | +5,06% | R$ 13,90 |
| CEAB3 | +5,06% | R$ 13,29 |
| HAPV3 | +4,74% | R$ 11,72 |
| GOAU4 | +4,72% | R$ 9,54 |
Câmbio e Taxas de Juros Futuros
O dólar comercial encerrou com desvalorização de 0,78%, cotado a venda em R$ 5,063 e compra em R$ 5,062, entre mínima de R$ 5,059 e máxima de R$ 5,106. O índice DXY (medida do dólar ante principais moedas) caiu 0,33%, para 98,80 pontos.
Os contratos de DI (Depósito Interfinanceiro, equivalente aos juros futuros na curva de juros brasileira) fecharam mistos:
| Contrato | Taxa (%) | Variação (p.p.) |
|---|---|---|
| DI1F27 | 13,920 | -0,005 |
| DI1F28 | 13,400 | -0,035 |
| DI1F29 | 13,305 | -0,040 |
| DI1F31 | 13,465 | -0,020 |
| DI1F32 | 13,550 | -0,005 |
| DI1F33 | 13,575 | -0,010 |
| DI1F34 | 13,605 | -0,005 |
| DI1F35 | 13,595 | -0,015 |
Mercados Internacionais
Índices futuros de Nova York operam mistos: Dow Jones Futuro -0,03%; S&P 500 Futuro +0,02%; Nasdaq Futuro +0,07%. Ontem, Dow Jones subiu 0,58% para 48.185,80; S&P 500, 0,62% para 6.824,63; Nasdaq, 0,82% para 22.822,42. Na semana, acumulam +3,6%, +3,7% e +4,3%, respectivamente.
Ásia fechou majoritariamente positiva: Shanghai SE (China) +0,51%; Nikkei (Japão) +1,84%; Hang Seng (Hong Kong) +0,55%; Nifty 50 (Índia) +1,16%; ASX 200 (Austrália) -0,14%. Japão planeja liberar reservas de petróleo para 20 dias a partir de maio, com estoque para 230 dias em 6 de abril.
Europa avança: STOXX 600 +0,75%; DAX (Alemanha) +0,69%; FTSE 100 (Reino Unido) +0,35%; CAC 40 (França) +0,79%; FTSE MIB (Itália) +0,74%.
Commodities em Foco
Petróleo recua apesar de Ormuz bloqueado: WTI -0,25% a US$ 97,63 por barril; Brent -0,34% a US$ 95,56. Minério de ferro na bolsa de Dalian cai 0,33% para 753,50 iuanes (US$ 110,29), terceira semana de perdas por estoques altos.
Notícias Corporativas Relevantes
Iberdrola aumentou fatia na Neoenergia (NEOE3) para 98% via OPA a R$ 33,77 por ação, totalizando R$ 5,825 bilhões. Petrobras retomou 100% em Tartaruga Verde e Módulo III de Espadarte por R$ 2,299 bilhões. Cury reportou vendas líquidas de R$ 2,3 bilhões no 1T26 (+9,5%); brutas R$ 2,5 bilhões (+13,9% ante 1T25). BBA mantém visão positiva para Suzano, com cenários opostos na celulose curta e longa.
Geopolítica e Política Doméstica
Doze navios cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta (9), sem contar os sem sistema de localização. Cessar-fogo EUA-Irã é frágil, com negociações no Paquistão lideradas por JD Vance (vice-presidente americano); Trump otimista, mas critica bloqueio. Tensões no Líbano: +300 mortos, Hezbollah revida Israel. China alerta contra independência de Taiwan; Xi Jinping cobra reunificação. Premiê britânico Keir Starmer discute opções militares com Trump. No Brasil, Justiça mantém suspensão de imposto sobre exportação de petróleo; Kassab (PSD) apoia Tarcísio; PT confirma Lula candidato à reeleição. CME/FedWatch indica 98% de chance de manutenção dos juros americanos em 3,75%-4,00% para abril.
China registra alta de 0,5% no índice de preços ao produtor (PPI, medida de inflação na indústria) em março, primeira em mais de três anos, por choque de custos da guerra no Irã.
O que isso significa para o investidor
O recorde do Ibovespa reflete apetite por risco em meio a trégua no Oriente Médio, mas o bloqueio do Ormuz eleva custos energéticos, pressionando inflação via IPCA e câmbio volátil ante Selic em patamar elevado. Cenário otimista: reabertura rápida do estreito impulsiona commodities e exportadoras; pessimista: prolongamento do conflito comprime margens de empresas expostas a petróleo e frete. Juros futuros estáveis sinalizam cautela no Copom; dólar abaixo de R$ 5,07 favorece importadores, mas monitorar DXY global.
Riscos
- Persistência do bloqueio no Estreito de Ormuz, ampliando disrupção no suprimento de energia e elevando preços do petróleo.
- Violações ao cessar-fogo, com trocas de fogo Israel-Hezbollah no Líbano e negociações EUA-Irã incertas.
- Inflação por custos na China (+0,5% PPI), podendo se espalhar globalmente e afetar política monetária do Fed.
- Volatilidade em commodities, com minério em queda por estoques e petróleo sensível a tráfego marítimo.
- Eleições brasileiras e tensão China-Taiwan impactando sentimento de risco.
Agenda inclui IPC e IHPC (índice harmonizado de preços ao consumidor) alemão de março, balança corrente de fevereiro e leilão de títulos britânicos. No Brasil, observar inflação doméstica e decisões judiciais sobre tributação de exportações.
As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.
